28 enero 2009

Lição Bíblica

Mateus 14.22-36

22 Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passaradiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões.23 E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho.Em caindo a tarde, lá estava ele, só.24 Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra,açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário.25 Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando porsobre o mar.26 E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaramaterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram.27 Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Nãotemais!28 Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir tercontigo, por sobre as águas.29 E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre aságuas e foi ter com Jesus.30 Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando asubmergir, gritou: Salva-me, Senhor!31 E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou -o e lhe disse:Homem de pequena fé, por que duvidaste?32 Subindo ambos para o barco, cessou o vento.33 E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente ésFilho de Deus!34 Então, estando já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré.35 Reconhecendo -o os homens daquela terra, mandaram avisar a toda acircunvizinhança e trouxeram-lhe todos os enfermos;36 e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. Etodos os que tocaram ficaram sãos.

A cena do barco no meio da tempestade é a imagem da posição atual dosredimidos do Senhor. Enquanto Ele está no céu orando e intercedendo,eles têm de atravessar penosamente o agitado mar deste mundo.Moralmente, é noite: o Inimigo, incitando a oposição dos homens, atuacomo o vento e as ondas que anulavam os esforços dos remadores. PorémJesus vem ao encontro dos Seus. Sua voz familiar tranqüiliza ospobres discípulos. E a fé, apoiando-se sobre a palavra "Vem!", conduzPedro Àquele que ele ama. Repentinamente, porém, sua fé falha e elecomeça a afundar. O que aconteceu? Pedro tirou seus olhos do Mestre eos fixou na altura das ondas e na violência do vento - como se fossemais difícil caminhar com Deus em um mar agitado do que em águastranqüilas! Então Pedro clamou ao Senhor, que o socorreuimediatamente.Depois, o Senhor Jesus é recebido na comarca de Genesaré, de ondehavia sido expulso quando curou os dois endemoniados (cap. 8:34).Essa é uma figura do momento em que Seu povo, que O desprezou, Oreconhecerá e render-Lhe-á homenagem, e será liberto por Ele.

Lição Bíblica

Mateus 14.1-21

1 Por aquele tempo, ouviu o tetrarca Herodes a fama de Jesus2 e disse aos que o serviam: Este é João Batista; ele ressuscitou dosmortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas.3 Porque Herodes, havendo prendido e atado a João, o metera nocárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão;4 pois João lhe dizia: Não te é lícito possuí-la.5 E, querendo matá-lo, temia o povo, porque o tinham como profeta.6 Ora, tendo chegado o dia natalício de Herodes, dançou a filha deHerodias diante de todos e agradou a Herodes.7 Pelo que prometeu, com juramento, dar-lhe o que pedisse.8 Então, ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, num prato, acabeça de João Batista.9 Entristeceu-se o rei, mas, por causa do juramento e dos que estavamcom ele à mesa, determinou que lha dessem;10 e deu ordens e decapitou a João no cárcere.11 Foi trazida a cabeça num prato e dada à jovem, que a levou a suamãe.12 Então, vieram os seus discípulos, levaram o corpo e o sepultaram;depois, foram e o anunciaram a Jesus.13 Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugardeserto, à parte; sabendo -o as multidões, vieram das cidadesseguindo -o por terra.14 Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela ecurou os seus enfermos.15 Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: Olugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidõespara que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vósmesmos, de comer.17 Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e doispeixes.18 Então, ele disse: Trazei-mos.19 E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva,tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, osabençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões.20 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaramrecolheram ainda doze cestos cheios.21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulherese crianças.

O capítulo 11 nos mostrou João Batista na prisão. Aprendemos que ele foi jogado na prisão por Herodes (filho do rei de que fala o capítulo2). E por que motivo? João não teve medo de repreendê-lo porque elese havia casado com a mulher que seu irmão repudiou. Agora a fieltestemunha paga com sua vida pela coragem de ter dito a verdade parao rei. Sua morte ocorre em meio aos divertimentos e festas da cortereal; é o terrível salário do prazer oferecido ao cruel monarca(Tiago 5:5-6). Herodes até poderia estar entristecido naquelemomento, mas já há muito tempo ele queria a morte de João Batista (v.5), pois o ódio à verdade e àqueles que a proferem estão semprejuntos. Humanamente falando, o fim de João Batista é trágico e atéhorrível, porém, aos olhos de Deus, era o cumprimento triunfante dasua "carreira" (Atos 13:25).Podemos até imaginar o que a notícia da morte de Seu precursor causouem Jesus. Não era o anúncio de Seu próprio desprezo e de Sua cruz?Parece que Sua tristeza fez com que sentisse a necessidade de estarsó (v. 13). Porém a multidão O alcança de novo, e Seu coração, quesempre pensava nos outros, compadece-se dela. Ele realiza em favor damultidão o grande milagre da primeira multiplicação dos pães.

Lição Bíblica

Mateus 13.44-58
44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qualcerto homem, tendo -o achado, escondeu. E, transbordante de alegria,vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.45 O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procuraboas pérolas;46 e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o quepossui e a compra.47 O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada aomar, recolhe peixes de toda espécie.48 E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e,assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora.49 Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarãoos maus dentre os justos,50 e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger dedentes.51 Entendestes todas estas coisas? Responderam-lhe: Sim!52 Então, lhes disse: Por isso, todo escriba versado no reino doscéus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisasnovas e coisas velhas.53 Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali.54 E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte quese maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estespoderes miraculosos?55 Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, eseus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?56 Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudoisto?57 E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profetasem honra, senão na sua terra e na sua casa.58 E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

As breves parábolas do tesouro e da pérola enfatizam duas verdadesmaravilhosas: a primeira, o grande valor que a Igreja tem paraCristo, pois Ele vendeu tudo o que tinha para adquiri-la - desistindoaté mesmo da Sua própria vida. Em segundo lugar, vemos o gozo que Eletem nela. No versículo 47, a rede do Evangelho é lançada no mar dasnações. O Senhor disse a Seus discípulos que faria deles pescadoresde homens. Eis aqui, pois, os servos trabalhando. Mas nem todos ospeixes são bons... nem todos os que se dizem cristãos são verdadeiroscristãos! É a Palavra que permite distingui-los: o bom peixe sereconhece pelas suas escamas e por suas barbatanas (Levítico 11:9-11), e o verdadeiro crente por sua armadura moral, pela suacapacidade de resistir à penetração do mal e a ser levado pelacorrente deste mundo.Da mesma forma que o Senhor encontra um tesouro nos Seus (v. 44), oversículo 52 nos mostra o tesouro que o discípulo encontra em SuaPalavra. Você considera a Bíblia um tesouro de onde se podemtirar "cousas novas e velhas"?Este capítulo termina tristemente com a incredulidade das multidões.O povo via em Jesus apenas o "filho do carpinteiro", de maneira queSua graça não pôde ser mostrada a eles.

21 enero 2009

Lição Bíblica

Mateus 12.1-21
1 Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer.

2 Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.
3 Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome?
4 Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes?
5 Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo:
6 aqui está quem é maior que o templo.
7 Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes.
8 Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.
9 Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles.
10 Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado?
11 Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando -a dali?
12 Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem.
13 Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu -a, e ela ficou sã como a outra.
14 Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida.
15 Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou,
16 advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade,
17 para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías:
18 Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios.
19 Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz.
20 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo.
21 E, no seu nome, esperarão os gentios.


Depois de ter oferecido o descanso da alma (cap. 11:28-29), o Senhor Jesus mostra que o descanso do sábado - uma prescrição legal do Velho Testamento - não tem mais razão de existir. Sobre esta questão do sábado, os fariseus procuram encontrar algum erro nos discípulos e depois no próprio Senhor. Mas quando isto acontece, Ele tem a oportunidade de explicar-lhes que, com a Sua vinda em graça, todo o sistema baseado na lei e nos sacrifícios foi posto de lado, e para isso cita pela segunda vez o profeta Oséias: "Misericórdia quero, e não holocaustos" (v. 7; ver cap. 9:13 e Oséias 6:6-8). De que servia a observância do quarto mandamento da lei, quando todos os outros eram violados? A misericórdia - outro atributo de Deus - também reclamava os seus direitos. E que presunção impor o respeito ao sábado Àquele que o havia instituído! De fato, enquanto reinava o pecado, ninguém podia descansar. Nem o homem, carregado com seus pecados; nem o Pai nem o Filho, que trabalhavam juntos para remover a raiz do mal bem como as suas conseqüências (João 5:16-17). Assim, sem se deixar deter pelos conselhos dos homens maus, o perfeito Servo prossegue com Sua obra. Ele a cumpre com um espírito de humildade, graça e de bondade que, segundo o profeta Isaías, deveria ter permitido que o povo de Israel O reconhecesse como o Messias prometido (Isaías 42:1-4). Aliás, o coração de Deus sempre teve bastante apreço por este tipo de espírito (veja 1 Pedro 3:4).

Graça e Paz