17 marzo 2009

Lição Bíblica




Marcos 4.1-12

1 Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia.
2 Assim, lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu doutrinamento.
3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram.
5 Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra.
6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.
7 Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto.
8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um.
9 E acrescentou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
10 Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze o interrogaram a respeito das parábolas.
11 Ele lhes respondeu: A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas,
12 para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles.

O Senhor Jesus voltou à beira-mar, e ensina as multidões por meio de parábolas, uma linguagem cheia de figuras. A primeira é a do Semeador. O Senhor apresenta-Se aqui como Aquele que traz a boa semente do Evangelho e a difunde no mundo. Embora Ele conheça os corações e saiba como acolherão - ou não acolherão - a verdade, dá a cada um a oportunidade de entrar em contato com a Palavra de vida. Você a acolheu?

O versículo 12 não deve nos perturbar. Compreendamos que se trata aqui do povo judeu como um todo: não é o caso que o Senhor temesse ver os homens se convertendo e que Se visse obrigado a perdoar os seus pecados! Mas os judeus acusavam o Senhor de ter um demônio, rejeitando assim o testemunho do Espírito Santo. Tal pecado não pode ser perdoado a Israel como um povo (3:29; Romanos 11:7-8, 25). Todos, porém, que desejam falar a sós com o Senhor, acharão lugar "junto dele", hoje como antes, para ouvir a revelação dos mistérios do reino de Deus (vv. 10,11,34; compare Provérbios 28:5). Façamos uso deste grande privilégio e especialmente não nos privemos das reuniões onde podemos estar junto ao Senhor para escutar a Sua Palavra.

16 marzo 2009

Lição Bíblica




Marcos 3.20-35

20 Então, ele foi para casa. Não obstante, a multidão afluiu de novo, de tal modo que nem podiam comer.
21 E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si.
22 Os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Ele está possesso de Belzebu. E: É pelo maioral dos demônios que expele os demônios.
23 Então, convocando-os Jesus, lhes disse, por meio de parábolas: Como pode Satanás expelir a Satanás?
24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;
25 se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir.
26 Se, pois, Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir, mas perece.
27 Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa.
28 Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem.
29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.
30 Isto, porque diziam: Está possesso de um espírito imundo.
31 Nisto, chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo.
32 Muita gente estava assentada ao redor dele e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e irmãs estão lá fora à tua procura.
33 Então, ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos?
34 E, correndo o olhar pelos que estavam assentados ao redor, disse: Eis minha mãe e meus irmãos.
35 Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

O Senhor está sempre disposto a deixar que se acheguem a Ele e, assim, permite à multidão entrar na casa em que estava. Logo a seguir começa a lhes ensinar, nem mesmo tomando tempo para alimentar-se. Sigamos, pois, o exemplo desta incansável devoção e completa abnegação, nós que freqüentemente estamos tão pouco dispostos a abrir as nossas portas aos estranhos, a permitir que nos perturbem ou que a rotina de nossos costumes seja alterada. Lembremos também que um visitante indesejável talvez nos tenha sido mandado para que possamos lhe falar da salvação de sua alma.

Algumas pessoas sentem-se perturbadas acerca do significado do versículo 29. Elas temem haver proferido alguma vez, sem pensar, uma palavra pecaminosa que nunca poderá ser perdoada. Isso é interpretar mal a graça de Deus. "O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1:7). A blasfêmia contra o Espírito Santo foi o mais terrível pecado do qual o incrédulo povo de Israel se fez culpado. Esse povo atribuiu a Satanás o poder do Espírito Santo do qual o Senhor Jesus estava revestido. Isto era extremamente grave e nem mesmo tinha sentido lógico (v. 26).

No último parágrafo, o Senhor distingue claramente aqueles a quem considera membros de Sua família. Fazer a vontade de Deus era, e ainda é, obedecer ao Senhor Jesus.

15 marzo 2009

Lição Bíblica




Marcos 3.1-19

1 De novo, entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos.
2 E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem.
3 E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio!
4 Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio.
5 Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu -a, e a mão lhe foi restaurada.
6 Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, em como lhe tirariam a vida.
7 Retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia -o da Galiléia uma grande multidão. Também da Judéia,
8 de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele.
9 Então, recomendou a seus discípulos que sempre lhe tivessem pronto um barquinho, por causa da multidão, a fim de não o comprimirem.
10 Pois curava a muitos, de modo que todos os que padeciam de qualquer enfermidade se arrojavam a ele para o tocar.
11 Também os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e exclamavam: Tu és o Filho de Deus!
12 Mas Jesus lhes advertia severamente que o não expusessem à publicidade.
13 Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele.
14 Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar
15 e a exercer a autoridade de expelir demônios.
16 Eis os doze que designou: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro;
17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer: filhos do trovão;
18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Zelote,
19 e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.

Ocorre uma segunda cura na sinagoga de Cafarnaum e de novo num dia de sábado (1:21). A esse enfermo, cuja mão está ressequida, o Senhor pede que faça precisamente aquilo que é incapaz de fazer. Mas, ao começar a obedecer, ele dá prova de sua fé, e é esta fé que permite ao Senhor curá-lo. Observemos a dureza de coração dos que estão presentes. Em lugar de se alegrarem com o homem que foi curado e admirar o poder do Senhor, esses homens malvados tomam esse milagre como pretexto para tentar matá-LO. Ele, porém, prossegue com Seu ministério de graça, e a multidão, composta praticamente de estrangeiros de Tiro e Sidom (e até de edomitas), continua afluindo a Ele para ouvi-LO e obter a cura.

Depois Ele escolhe doze discípulos e os nomeia "para estarem com ele e para os enviar a pregar" (3:14 - compare com João 15:16). Estar com o Senhor Jesus: que imenso privilégio e, ao mesmo tempo, a condição indispensável para poder ser enviado em seguida. Como executar qualquer serviço sem que antes tenhamos recebido a direção do Senhor? (Jeremias 23:21-22).

Neste Evangelho, cada um dos doze discípulos é mencionado individualmente, com a finalidade de nos fazer recordar que um servo deve depender direta e pessoalmente de Seu Senhor para receber orientação e ajuda.

14 marzo 2009

Períodos de la vestimenta gaucha

1. Ultimo tercio del siglo XVIII (1770-1780) a principios del siglo XIX (1810-1820), época en que se termina el comercio del cuero y empieza el de la carne salada; el paso de la caza de hacienda cimarrona al del engorde de ganado.
Hacia 1789, el naturalista marino guatemalteco Antonio de Pineda y Ramírez del Pulgar, describe así al hombre de campo:
"Una bota de medio pie, unas espuelas de latón (bronce) de peso de dos o tres libras, que llaman nazarenas, un calzoncillo con fleco suelto, un calzón de tripe azul o colorado, abierto hasta más arriba de medio muslo, que deje lucir el calzoncillo, de cuya cinta está preso el cuchillo flamenco; un armador, una chaqueta, un sombrero redondo de ala muy corta con su barbiquejo, un pañuelo de seda de color y un poncho ordinario es la gala del más galán de los gauderios...". "Si es verano, se van detrás del rancho a la sombra y se tumban, si invierno juegan o cantan unas raras seguidillas que llaman de cadena, o el Pericón o el Malambo, acompañándose con una desacordada guitarra que siempre es un timple..."

2. De 1820 a 1870, época de caudillos y guerras intestinas; momento de las grandes inmigraciones. Al respecto Emeric Essex Vidal en las "Ilustraciones Pintorescas de Buenos Aires y Montevideo" (Londres, 1820), dice: "Los mayordomos, capataces o propietarios, y en general todos los que pueden comprarlo, usan un jubón, chaleco, calzones, calzoncillos, sombrero, zapatos y poncho. Sus peones, en cambio, usan solamente el chiripá, que es un trozo de burda tela de lana atada a la cintura con una cuerda. Muchos de ellos no llevan camisa, pero usan sombrero, calzoncillos blancos, un poncho y cortas botas hechas de cuero de potro y ternero; otros usan para este fin cuero de gato montés. Como no hay barberos, se afeitan muy pocas veces y éstas con su cuchillo; generalmente usan largas barbas. Las mujeres van descalzas y son muy sucias. Sus vestiduras consisten comúnmente, de una camisa sin mangas sujeta por un cinturón a la cintura; muy a menudo, no tiene más que la puesta...."

3. 1870 a 1920 aprox., época de la industrialización, comienzan los alambrados en los campos; época de bombacha y bota fuerte; paso del saladero al frigorífico.

Lição Bíblica




Marcos 2.18-28

18 Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?
19 Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar.
20 Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão.
21 Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura.
22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.
23 Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas.
24 Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?
25 Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros?
26 Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?
27 E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado;
28 de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.

Se a palavra que distingue o Servo perfeito é "imediatamente (ou logo)", a dos judeus incrédulos é "por quê?" (v. 7,16,18,24). Ao ser interrogado acerca do jejum, o Senhor Jesus explica que se trata de uma manifestação de tristeza e que, conseqüentemente, não seria apropriado enquanto Ele estivesse com os Seus. Não devia ser a Sua vinda um motivo de grande alegria para todo o povo, como o anjo havia anunciado? (Lucas 2:10). Então Jesus aproveita esta oportunidade para reforçar o contraste entre as regras e as tradições do Judaísmo com o Evangelho da graça que é disponível gratuitamente, o qual Ele tinha vindo lhes trazer. Por desgraça, o homem - e não só o judeu - prefere as formas religiosas à graça de Deus porque elas lhe permitem gozar de uma boa reputação aos olhos de outras pessoas, ao mesmo tempo em que ele continua fazendo a sua própria vontade. Em contrapartida, o versículo 22 dá a entender que o cristão é um homem completamente renovado. Se seu coração está mudado e é um novo gozo que o preenche agora, seu comportamento exterior deve, necessariamente, ser também transformado.

Os fariseus censuravam os discípulos por colherem espigas no dia de sábado. O homem sempre se desvia do propósito que Deus lhe tem dado. O sábado era uma graça concedida a Israel, mas este povo transformou-a em jugo tal que ampliou ainda mais sua escravidão moral, como disse Pedro em Atos 15:10: "um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós".

13 marzo 2009

El gaucho

En Argentina se festeja el Día Nacional del Gaucho el 6 de diciembre. Existen más de 50 etimologías para esta palabra que designaba a una etnia que, en el siglo pasado, era considerada de lo más bajo de las clases sociales, y luego de las guerras de la independencia tuvo una pequeña reivindicación, por su coraje. Se considera que la palabra tuvo variados usos según las épocas:
Vagabundo o vagamundo (1642)Changador (1734)Gauderio (1746)Gaucho (1771)Guaso (1789)Camilucho (1798).
Gauderio: palabra de origen portugués con la que se designaba a los campesinos andariegos de Río Grande do Sud (Brasil) y Uruguay; eran hombres increíblemente dúctiles en el manejo del caballo y la hacienda. La palabra "gauderio" pasó al Río de la Plata, donde no era conocida y sirvió para designar al paisano de nuestros campos: "étnias de indios y colonizadores..." según Mariano Polliza.
El Señor Antonio Palmeira, visitante de nuestro sitio, nos hace llegar la información de la palabra Gauderio
[Del español platense gauderio.]S. m. 1. Holganza, juerga, gaudio. 2. Vadío, malandra. V. vagabundo (7). 4. Zool. V. vinchuca (insecto que transmite el mal de Chagas). 5. Brasilerismo. Noreste. Parásito ( individuo que no trabaja, habituado a vivir o que vive de los demás). 6. Brailerismo. Rio Grande del Sur. Aquél que acompaña a cualquier persona, abandonándola luego para seguir a otra. 7. Bras. Rio Grande del Sur. Perro errante, sin dueño. 8. Lusitanismo. Ladrón (2). Adj. 9. Lusitanismo. Se dice de gauderio (5, 6 y 7). [Cf. gauderio, del verbo gauderiar.] Gauderiar3. Brasilerismo, Rio Grande del Sur: Tornarse gaudério; andar errante de casa en casa, sin ocupación seria; flautear, gauchar.Y del Diccionario de Argentinismos, neologismos y barbarismos, del Dr. Lisandro Segovia (obra publicada en 1911 bajo los auspicios de la Comisión Nacional del Centenario) consta:GauderioM. Nombre que parece haberse dado en otro tiempo al gaucho. En Brasil, gorrón, parásito.Dicionário Aurélio Eletrônico - Século XXI - versão 3.0, novembro 1999 (versión digital integral del Novo Dicionário Aurélio-Século XXI, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, publicado por Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro)Diccionario de Argentinismos, neologismos y barbarismos, con un apéndice sobre voces extranjeras interesantes, del Dr. Lisandro Segovia, Imprenta de Coni Hermanos, Buenos Aires, 1911.



Huajcho: palabra que significa huérfano. Se designaba así a los solitarios y salvajes hombres de las pampas argentinas "con sus pelos largos hasta los hombros, la cara negra por el viento, sombrero de fieltro, chiripá y botas sacadas de los cuartos traseros "Gaucho actual de Tafí del Valle (tafinisto)" de las yeguas, un largo facón en la espalda sostenido por el cinturón y comían carne asada como dieta principal a veces acompañado por un poco de mate o algún cigarro..." descripción de Charles Darwin hacia 1834 (Juan Manuel de Rosas: de Lynch).
.Históricamente el nombre "gaucho" data desde las invasiones inglesas momento en que el elemento campesino de a caballo participaba en la lucha por su tierra. Uno de los primeros en organizarlos fue el Brigadier Grl. Don Juan Manuel de Rosas, un "curtido hombre de campo, tanto o más gaucho que sus propios hombres...", quien los unió para lograr la gobernación de Buenos Aires entre 1829 y 1837.
Extractado de " Raíces de mi Tierra Litoral " - Subsecretaría de Cultura de la Pcia de Sta Fe, en coordinación con el Ministerio de Educación y Cultura. Año 1992.

Su Historia
La palabra gaucho nos hace pensar en un hombre de campo, tostado por el sol, vestido de manera peculiar y siempre a caballo.
Jinetes de pantalones amplios llamados " bombachas ", camisa, casaca corta , pañuelo al cuello, relucientes botas y sombrero. Para nosotros. que admiramos su cinturón recubierto de monedas y los adornos de la cabezada del caballo, ese hombre que trabaja en la campaña, es el gaucho, aunque también lo oigamos llamar paisano o peón.




Los Primeros GAUCHOS :
Hacia el año 1600, aparecen en el Litoral los GAUDERIOS o CHANGADORES. Estos fueron los primeros gauchos. Pocos años después los encontramos ya en la campaña bonaerense.
El ganado cimarrón tuvo mucho que ver, con la presencia del gaucho en estas tierras. En efecto, había por entonces en las desiertas llanuras pampeanas, miles de cabezas de vacas y caballos salvajes , sin dueños, denominados cimarrones. Y esos hombres que luego se llamaron gauchos empezaron a alejarse hacia la campaña donde podían subsistir sin mayor esfuerzo, pues con ese ganado de nadie satisfacían sus necesidades de sustento. Para comer bastaba con faenar un animal; lo demás lo brindaba la naturaleza : no les hacía falta nada más. De este modo empieza a dibujarse la imagen del gaucho libre , sin trabajo ni vivencia fija , recorre a caballo grandes distancias y duerme al descampado sobre su recado cuando lo sorprende la noche en la soledad de la llanura. Lleva una vida nómade y apartada de las ciudades.
Por entonces , las autoridades dan permiso a los dueños de tierras para realizar VAQUERIAS , es decir, para recoger y faenar el ganado cimarrón. El gaucho trabaja en ellas y debido a las expediciones que tienen que hacer para buscar el ganado , se van alejando cada vez más de los centros poblados y se diseminan por las pampas. Fueron pues los primeros paisanos que fundaron una sociedad campesina.
Sabemos que hacia 1661, el gaucho deambula de rancho en rancho (así se le decía a su rustica casa) , con sus infaltables lazos y facones , vestido con calzoncillos blancos , chiripá , poncho y sombrero. Tales prendas y los aperos de su caballo son los únicos bienes del gaucho , para quién la sociedad se reduce a la familia y a los compañeros de pulperias.
Su primitiva casa era un miserable refugio , pero a medida que se afinca , el gaucho levanta el rancho de paredes de barro y cubre la puerta con un cuero. Ese rancho pobre y pequeño que todos dibujamos en los primeros grados de la escuela. Como le bastaba matar una vaca o novillo para alimentarse , comía casi exclusivamente carne - asada y sin sal - , porque ésta era muy cara. Del animal sacrificado solo aprovechaba un trozo de carne y el cuero de las patas para hacerse un par de botas para canjearlo por yerba , galletas , etc.
Tal tipo de existencia continuó hasta que a principios del siglo XVIII el ganado cimarrón había disminuido tanto por causa de tales matanzas, que las autoridades dejaron de otorgar permisos para vaquear.
Las botas de potro y las espuelas de plata o hierro fueron típicas de nuestros gauchos. Aún hoy los paisanos se enorgullecen al lucirlas. La bota de potro , abierta en la punta , se hace con el cuero de la pata del caballo , que es muy flexible. La abertura ( por donde pasó la tibia del animal ) permite al gaucho estribar con los dedos.



Comienzan los cambios :
Cuando se fundó la ciudad de Buenos Aires se repartieron las tierras , las más extensas y alejadas se llamaron ESTANCIAS. Al principio, los límites entre una y otra eran simplemente los ríos y arroyos, aunque a veces se construyeron zanjas divisorias.
Durante el Virreinato comienzan a crecer las estancias en " Tierra adentro ", o sea , en lugares aún más apartados y hasta poco antes en poder de los indios.
Las autoridades apoyaban su instalación para evitar la merma de ganado provocada por la vaquería, pues, si los animales tenían dueños ellos , se encargarían de cuidar que subsistieran. Las nuevas estancias ocuparon buenos terrenos , altos con declive para que el agua de lluvia no se estancara y provistos de aguadas naturales. Los deños no la dirigían personalmente sino que delegaban el mando en mayordomos y capataces.
En ellas vivían en pobbres ranchos los esclavos y los gauchos que trabajaban como peones. Como esas estancias tampoco tenían cercos , era necesario "aquerenciar" el ganado , es decir aprovechar la costumbre de éste de permanecer en un sitio determinado. Para lograrlo, durante tres o cuatro meses se los arreaba hacia lugares apropiados. Como tales rodeos iban constituyendo el ganado de la estancia.
El aumento del número de estancias causó otra modificación en las costumbres del gaucho comenzó a abandonar la vida nómade y a conchabarse para trabajar. El era quien mejor sabía realizar las nuevas tareas que la estancia requería , formar rodeo, castrar y marcar hacienda. Sin embargo, en cuanto reunía el dinero que necesitaba para comprar sus "vicios" (yerba o tabaco) volvía a la vida libre, por esta razón se los llamaba también " arrimados " .
Pero con tales transformaciones se le hará más difícil mantenerse como el diestro jinete dueños de la llanura. En efecto, ya en las primeras décadas del siglo XIX, las estancias mejoran sus instalaciones y aumentan su personal, porque cada vez se intensifica más la exportación del cuero y el interés por la explotación de la carne vacuna. Se inicia asimismo el cultivo de los campos y la mejora de las razas por cruza con animales importados.
Abandonado el antiguo rodeo, el gaucho debe entonces adaptarse a la situación; ya no domina con su rápido lazo el ganado salvaje , ahora cuida la hacienda mansa de las estancias.

El gaucho en las guerras de la Independencia:
Cuando el país llamó a sus hijos para luchar contra España , después del 25 de mayo de 1810 , los gauchos ingresaron en las filas patriotas. La audacia , la habilidad para cabalgar y el enorme conocimiento del suelo , hicieron de él un excelente soldado.
Guío a los ejércitos nacionales a través de nuestro territorio y con ellos peleó en el Alto Perú a las órdenes de Belgrano o con San Martín en Chacabuco y Maipú.
En el norte del país otros hombres defendieron con gran destreza y valor las fronteras de nuestra patria naciente , se les llamo los " gauchos de Gúemes " .

El Gaucho y los Caudillos :
Más adelante , también participaron en las guerras civiles al lado de los caudillos. Por una parte, el gaucho sentía al caudillo como a un hombre con sus mismos gustos y parecidas costumbres.
Pero hubo además otras causas que empujaban a los gauchos a unirse a estas tropas.
Ya desde principios del siglo XIX , a raíz de una ley expedida en 1815 , se dispuso que quien no tuviera propiedad legítima sería considerado sirviente , y todo sirviente que no llevara consigo la papeleta de conchabo de su patrón , que era válida sólo por tres meses , era declarado vago. La persecución que originó esta ley, convirtió a muchos gauchos en hombres al margen de la sociedad; ante esta situación los gauchos encontraron que, junto a ls caudillos estaban protegidos.
Entre huir de la justicia hacia las tolderías de los indios o engancharse en las filas de un caudillo, muchos prefirieron esto último ; de ese modo aparecen peleando junto a Artigas , Ramírez y López en el Litoral , con sus propios caballos y armas , organizados en grupos pequeños que atacan en forma imprevista.
Durante el federalismo , el gauchaje se dividió , unos fueron partidarios de Rosas y se alistaron en sus filas , mientras otros se plegaron a las tropas unitarias. A la caída del Restaurador , volvemos a encontrarlos al lado de Urquiza.
También en el oeste , en las provincias de Cuyo y en la Rioja , caudillos como el Chacho Peñaloza y Felipe Varela , contaron con el decidido apoyo de los campesinos.

El gaucho desaparece
Todos los hechos señalados y los que van a producirse desde 1850 , transforman poco a poco al gaucho en paisano.
Por esa época comenzaron a alambrarse los campos para señalar sus límites y los propietarios de ganado se volcaron en contra de los gauchos que mataban animales ajenos. Muchos se vieron condenados a viajar por los caminos bordeando los campos sembrados , con la amenaza constante de ser apresados sin la papeleta de conchabo , el certificado de trabajo , y sufrir calabozo o cinco años de milicia.
A esto se suma la inmigración, miles de campesinos extranjeros se afincaron en la campaña. Como se adecuaban mejor al trabajo de la tierra , desplazaron al gaucho. Fue entonces cuando éste debió elegir su futuro , algunos no aceptaron perder su forma de vida sin sujeciones, otros quedaron en las estancias trabajando como peones.
Entre el gaucho de las vaquerías y el paisano de este momento, no hay tanta distancia en años como en el cambio que se produce en el personaje.
El gaucho fue el hombre típico de nuestros campos y también la causa de discusiones y polémicas. Muchos escritores y ensayistas lo pintaron como holgazán , vago y bandido. Otros en cambio , exageraron sus virtudes y exaltaron su vida libre y sin ataduras. Hoy se tiende a comprender que la existencia del gaucho fue consecuencia del ambiente y de la época en que vivió.




La vestimenta del gaucho
La figura del gaucho no puede separarse de su vestimenta. Así como la llanura fue su ambiente y el caballo su medio de movilidad , el traje lo individualizó.
Recortado contra el paisaje pampeano , parado en la puerta de su rancho o empeñado en un juego de taba o bebiendo en la pulpería , el gaucho es ese hombre callado que hace sonar con orgullo , al caminar , las espuelas que lleva sobre su botas de potro.
Muchos pintores de la época sintieron la necesidad de retratarlos en distintas actitudes. En todos esos cuadros resulta admirable el porte del gaucho , luciendo sus calzoncillos amplios y con grandes bordados calados que asoman debajo del chiripá y que sujetan a su cintura con un cinto.
Del mismo modo, lo vemos trabajando en el corral, protegido por un poncho de lana de brillantes colores, que a veces usa recogiéndolo sobre el hombro a manera de capa , o enroscado en el brazo , como para pelear.
Pero imaginémoslo también vestido de fiesta , luciendo con orgullo su chaleco abierto , prendido con dos botones , que deja ver los pliegues de la camisa ; o bien bailando un cielito , enfundado en la casaca corta que adornaba con botones de plata y con lujosa rastra en la cintura. Protegía su nuca con el pañuelo serenero que coronaba con un sombrero de copa alta. Esta es la figura que todos recordamos a través de dibujos y otras evocaciones gauchescas , pero hay diferencias entre la ropa que usaron los primeros gauchos y los de épocas posteriores , el chiripá reemplazó al primitivo pantalón corto de tipo andaluz y el tirador tachonado de monedas y patacones de plata , reemplazó al cinto.
Por otra parte, el cuchillo , en lugar de usarse sujeto al costado izquierdo o adelante , se empezó a colocar sobre los riñones , enganchado al tirador , como lo llevan actualmente nuestros paisanos.

Los trabajos del gaucho :
El gaucho y su caballo son casi una misma imagen , nada hacía el gaucho sin su caballo y nadie montaba como él . Mostraba en ello una naturalidad que sólo puede conseguir quien desde niño prefiere cabalgar antes de caminar.
Caballo , lazo , rebenque y boleadoras lo acompañaban en todas sus andanzas.
Los primeros gauchos cazaban vacas con el lazo o las boleadoras para sacarles el cuero. Mas tarde, cuando ingresaron a las estancias , el trabajo aumento y se hizo más variado.
El gaucho entonces, no tuvo rival en el rodeo , ni en la doma , ni en la yerra , y fue un experto en enlazar y pialar.
En la yerra enlazaba a la presa con verdadera maestría , bien afirmado sobre el recado , revoleaba el lazo con movimientos precisos y luego arrojaba en dirección del animal. Este quedaba aprisionado por la cuerda de cuero para que otro gaucho pudiese pialarlo , es decir , sujetarle las manos y voltearlo.
También era hábil en el rodeo , que en esta época consistía en reunir al ganado en un lugar para revisarlo , separar animales para la compra y la venta o vigilar su estado.
Con las boleadoras su puntería también era infalible , podía bolear un ñandú o un novillo a grandes distancias.
Las boleadoras , el lazo y el rebenque , junto con el cuchillo , fueron para el gaucho herramientas de trabajo y también armas. Basta recordar que durante las Invasiones Inglesas y la Reconquista , los ingleses cayeron atontados al ser enlazados o boleados por los gauchos .
Y con el rebenque , que lleva adentro de la funda de cuero bien trenzado una barra de metal , podía matar de un solo golpe. Nunca se separaba de él.
A todo esto debemos agregar que el terreno no poseía secretos para el gaucho. En una sola ojeada reconocía una huella , o seguía un rumbo guiado por árboles o pastos. Se orientaba también por la posición de los astros o algunas aguadas , y su finísimo oído apoyado en la tierra lo ponía sobre aviso de la proximidad de los indios. Estos magníficos guías , que podían conducir sin dificultades a los viajeros a través de la pampa se llamaban " baquianos " , y de ellos se dijo que eran " la brújula de la pampa " . Durante las guerras de la Independencia , fueron muy útiles al ejército criollo , pues nada más que por el movimiento de los animales o los casi invisibles desgarrones en las plantas , podía informar del paso del enemigo y hasta decir cuántos hombres eran.

Las diversiones : La taba , las carreras de caballos y de sortijas, las payadas, el pato, la riña de gallos, la caza de avestruces, los juegos de naipes, fueron todas diversiones de los gauchos.
La pulpería era su principal centro de reunión y el lugar donde pasaban muchas horas probando su suerte en juegos de azar , mientras alguno punteaba en la guitarra un melancólico yaraví y otros se convidaban con aguardiente.
El pulpero atendía a sus clientes detrás de una fuerte reja , que dividía el negocio, porque a menudo había peleas y no era cuestión de que le destrozaran la mercadería.
Estos establecimientos eran también almacenes y tenían frente a la casa una cancha para el juego de carreras , que fue uno de los entretenimientos favoritos del gaucho.
En las carreras intervenían dos jinetes , que iban en camisa ,descalzos y con una vincha en la frente para sujetar el cabello.
Montaban en pelo a sus caballos y mientras los espectadores hacían sus apuestas se preparaban para la largada. A la orden de los jueces partían al galope a través de los 300 ó 400 metros , que debían recorrer. Las riñas de gallos fueron otro pasatiempo predilecto. En este juego se enfrentaba a dos gallos especialmente entrenados para la pelea y se los hacía luchar hasta que uno de ambos moría.
Aunque hoy nos desagrada la crueldad de esta diversión , los gauchos se entusiasmaban y eran capaces de apostar todo cuanto tenían.

Lição Bíblica




Marcos 2.1-17

1 Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa.
2 Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra.
3 Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens.
4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.
5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.
6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração:
7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?
8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração?
9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?
10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados-- disse ao paralítico:
11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.
12 Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!
13 De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e ele os ensinava.
14 Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.
15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.
16 Os escribas dos fariseus, vendo -o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?
17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.

Na casa em Cafarnaum, o Senhor Jesus Se dá a conhecer, segundo o Salmo 103:3, como Aquele que perdoa todas as nossas iniqüidades e que sara todas as nossas enfermidades. As duas declarações deste Salmo são por Ele cumpridas na vida do paralítico como um testemunho para todos. Sim, Aquele que perdoa os pecados - uma obra espiritual - e que dá uma prova material dessa obra, também curando a enfermidade, só pode ser o Senhor (Jeová), o Deus de Israel.

Os publicanos arrecadavam impostos para os romanos, atividade que lhes proporcionava riqueza (pois lhes tocava uma parte do arrecadado), mas também o desprezo da parte de seus compatriotas. O Senhor, porém, ao chamar Levi e ao aceitar o seu convite para comer em sua casa, mostra que não despreza nem rejeita ninguém. Pelo contrário, Ele veio buscar os pecadores notórios, aqueles que não ocultam o seu estado (1 Timóteo 1:15). Ele Se assenta à mesa com eles, fazendo-Se Amigo deles. Desde a queda, o homem tem medo de Deus e foge d'Ele por estar sua consciência "pesada". Assim, o primeiro esforço de Deus, antes de salvar a Sua criatura, foi aproximar-Se dela e ganhar a sua confiança. Isso é o que o Senhor Jesus fez, ao humilhar-Se a ponto de identificar-Se com o homem miserável a fim de fazê-lo compreender que Deus o ama.

12 marzo 2009

Fenómenos Folklóricos




La palabra Folklore (voz inglesa , compuesta, creada por William J. Thoms: folk, significa popular; lore significa - referido al pueblo - ciencia o saber ) se refiere al conjunto de las tradiciones, creencias y costumbres de las clases populares.
El folklore no deriva de la naturaleza intrínseca de los bienes o fenómenos. Nada es folklore por fatalidad de su esencia, sino que se convierte en folklore debido a una peculiar asimilación cultural, a una típica actitud colectiva frente a ellos.
En consecuencia el folklore debe ser concebido como un proceso, no como un hecho estático e inmutable. Nada es folklórico por el sólo hecho de existir, sino que llega a serlo si se cumplen las etapas y condiciones de la trayectoria.
El criterio que no debe faltar para apreciar lo folklórico es el de relatividad y especialmente: a) espacial o geográfica (cambios por localización en regiones distintas; b) temporal (cambios a traves de épocas y períodos históricos: de ahí la distinción de folklore en estado naciente, folklore vigente, folklore histórico); c) cultural (traspasos de un estrato social a otro, cambios de función, etc; por ejemplo, fenómeno folklórico que se transforma en proyección, "proyecciones" que dan origen a nuevos fenómenos folklóricos, tras culturaciones procedentes de niveles superiores e inferiores, etc.).
Lo fundamental y característico de la cultura "folk" es que gran parte de los elementos que la constituyen proceden de civilizaciones y culturas pretéritas, asentadas en centro urbanos y radiantes, por lo común alejados.
El término "folklore" tiene diversas acepciones, comúnmente no diferenciadas en el uso corriente:
1. Como "complejo", "conglomerado" o "contextura" integral de fenómenos folklóricos funcionalmente trabados en un ámbito determinado (lo que suele llamarse el folklore de tal lugar, región, provincia o ámbitos folklóricos).
2. Como fenómeno particular que integra ese "complejo" y que puede ser identificado y aislado mediante el análisis (las danzas, las supersticiones, las fiestas, etc.)
3. Como proyección.
4. Como "trasplante", término elegido para denominar a la expresión que, habiendo sido originariamente fenómeno folklórico, es trasladada de su ámbito geográfico y cultural por quienes fueron sus propios portadores y protagonistas, a otros ambientes, por lo general urbanos, donde es cultivada en forma personal o en el seno de círculos familiares, de amigos, de compatriotas o paisanos, perdiendo en consecuencia, alguno de sus rasgos originarios.
5. Como elemento trasculturado, proveniente de un "complejo" que pasa a integrar el patrimonio cultural colectivo propio de otra cultura, habitualmente urbano, con lo que dicho elemento modifica lo que su función y matiz regional sin llegar a imprimir carácter y fisonomía distintos a la cultura que lo absorbe. (supersticiones, amuletos, refranes, etc).
6. Como ciencia: el estudio sociológico e histórico - filosófico del alma popular, cuya expresión es el, precisamente el Folklore.
Bien lo definió en 1887 el folklorista inglés Houme, uno de los fundadores de la "Folklore Society": Ciencia que se ocupa de la supervivencia de las creencias y de las costumbres arcaicas en los tiempos modernos.

Lição Bíblica




Marcos 1.29-45

29 E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André.
30 A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela.
31 Então, aproximando-se, tomou -a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los.
32 À tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos e endemoninhados.
33 Toda a cidade estava reunida à porta.
34 E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era.
35 Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.
36 Procuravam-no diligentemente Simão e os que com ele estavam.
37 Tendo -o encontrado, lhe disseram: Todos te buscam.
38 Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim.
39 Então, foi por toda a Galiléia, pregando nas sinagogas deles e expelindo os demônios.
40 Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me.
41 Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou -o e disse-lhe: Quero, fica limpo!
42 No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo.
43 Fazendo-lhe, então, veemente advertência, logo o despediu
44 e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo.
45 Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele.

Depois da sinagoga em Cafarnaum, agora é a casa de Simão e André que se torna o cenário de um milagre da graça. O Senhor Jesus está sempre pronto a ser acolhido em nossas casas e a fazer com que experimentemos a Sua libertação, os Seus cuidados. Façamos como os discípulos: digamos a Ele tudo o que nos preocupa! (v. 30). Logo que a sogra de Simão foi curada, ela se apressou em servir ao Senhor e aos Seus seguidores. Não tinha ela diante de seus próprios olhos o maior exemplo de serviço?

A noite se aproximava; mas, para um Servo tão consagrado, o dia ainda não terminara. Trouxeram-Lhe os enfermos, e incansavelmente os alivia de sua dor, curando-os. Qual era o segredo desta maravilhosa atividade? De onde o Senhor Jesus estava sempre obtendo a renovação de Suas forças? O versículo 35 nos revela que era de estar em comunhão com Seu Deus. Observe como este Homem perfeito começa o Seu dia (compare com Isaías 50:4): em oração, em comunhão com Deus. E, ao notar que Sua popularidade começa a crescer, deixa a multidão que tão-somente estava curiosa para ver Seus milagres e vai pregar o Evangelho noutra parte.

Mais adiante o Senhor Jesus cura um leproso e lhe diz exatamente como deve dar o seu testemunho, um testemunho segundo as Escrituras (v. 44; Levítico 14). Infelizmente, o homem age segundo seus próprios pensamentos, o que impede a obra de Deus naquela cidade.

Viagem ao Rio Grande do Sul

Auguste de Saint-Hilare, traduzido por Adroaldo Mesquita da Costa

trecho do Capítulo I...Porto Alegre, 21 de julho de 1820

"Porto Alegre, sede da Capitania do Rio Grande do Sul, residência do general e do ouvidor, está situada em aprazível posição, sobre uma península formada por uma colina que avança na direção norte-sudeste, sobre a Lagoa dos Patos. Esta Lagoa mede sessenta léguas de comprimento, tem, em sua origem, os nomes de Lagoa de Viamão ou Lagoa de Porto Alegre. Estende-se, a princípio, de norte a sul, suas águas de uma correnteza sensível são, ordinariamente, doces, numa extensão de trinta léguas. A lagoa deve sua origem a quatro rios navegáveis, que reúnem águas em frente de Porto Alegre e que, divididos em sua embocadura, num grande número de braços, formam um labirinto de ilhas; três desses rios, o Gravataí, que é o mais oriental, o Rio dos Sinos e o Rio Caí, vêm do norte, nascem na Serra Geral e têm pequeno curso. O quarto rio, de nome Jacuí ou Guaíba, é muito maior que os outros; vem do oeste e recebe em seu curso numerosos afluentes.

A cidade de Porto Alegre se eleva em anfiteatro, sobre um dos lados da colina de que já falei, voltado para noroeste. Compõe-se de três longas ruas principais, que começam um pouco aquém da península, no continente, estende-se, em todo comprimento, paralelamente à lagoa, sendo atravessado por outras ruas muito mais curtas, traçadas sobre o declive da colina. Várias dessas ruas transversais são calçadas; outras só em parte, mas todas em muito mau estado. Na chamada Rua da Praia, que é a mais próxima da lagoa, existe, por quase toda parte, defronte de cada grupo de casas, uma calçada feita de lages diante da qual são colocados, de distância em distância, marcos estreitos bastante altos.



As casas de Porto Alegre são cobertas de telhas pintadas de branco em sua parte anterior, construídas em tijolo sobre alicerces de pedra e bem conservadas; a maior parte possui sacadas; são em geral, maiores que as das outras cidades do interior do Brasil e muitas possuem um andar além do térreo; outras têm mesmo dois.







A Rua da Praia, a única comercial, é extremamente movimentada. Nela se encontram numerosas pessoas a pé e a cavalo, marinheiros e muitos negros, carregando fardos. É provida de lojas muito bem instaladas, de vendas bem sortidas e de oficinas de várias profissões. Quase a igual distância desta rua há um grande cais que avança para a lagoa, e à qual se tem acesso por uma larga ponte de madeira de aproximadamente cem passos de comprimento, guarnecida de peitoris e sustentada por pilares de pedra. As mercadorias, que aí se descarregam, são recebidas na extremidade dessa ponte, debaixo de um armazém de vinte e três passos de largura por trinta de comprimento, sustentado sobre oito pilastras de pedra, em que se apóiam outras de madeira. A vista desse cais seria de um belo efeito para a cidade, se não fosse prejudicada pela construção, à entrada da ponte, de um edifício muito pesado e rústico que mede quarenta passos de comprimento, para servir de alfândega.





Uma das três grandes ruas, chamada Rua da Igreja (atual Rua Duque de Caxias) , estende-se sobre o cume da colina. É aí que se acham os três principais edifícios da cidade: o Palácio, a Igreja Paroquial e o Palácio da Justiça. Estão construídos em alinhamento, um ao pé do outro, voltados para o noroeste, e do outro lado da rua, em frente, levantaram apenas um muro de apoio para não prejudicar um dos mais belos panoramas existentes. Abaixo desse muro, sobre a encosta da colina, uma praça, infelizmente muito irregular, cujo terreno é sustentado por pedras que mal afloram à superfície, formando canteiros dispostos em losangos.





Além da Rua da Igreja, do Palácio, dos edifícios próximos a essa praça e das casas construídas mais abaixo, avista-se a lagoa, que pode ter a mesma largura do Loire em Orleans, rodeada de ilhas baixas, cobertas de vegetação pouco crescida. Entre elas, vêem-se serpentear os braços dos quatro rios que mencionei acima, mas é impossível determinar, exatamente, a que rio pertencem porque, antes de chegar à lagoa, eles se cruzam e se confundem. As águas que correm na direção do Gravataí, na extremidade mais oriental da lagoa, aí chegam descrevendo uma imensa curva (imagem), apresentanndo-se como um belo rio, distinto dos demais. Um pouco mais ao norte, outras águas formam uma grande bacia, compreendida entre duas faixas de terra, que ambas se curvam em semicírculo deixando em sua extremidade só uma abertura muito estreita. Alguns trechos dos rios mostram-se por trás das ilhas, e dessa mistura de água e terra resulta um conjunto muito agradável. Para completar esse quadro, acrescentei que o horizonte é limitado pelos cumes da Serra Geral, que toma a direção de leste para o norte e se perde à distância.



Desejando-se apreciar uma paisagem diferente, mas também cheia de belezas, basta, logo que se chega ao ponto mais alto da cidade, na Rua da Igreja, voltar-se para o lado oposto àquele que acabo de descrever.



A parte da lagoa que banha a península do lado sudoeste forma uma grande enseada de forma semi-elíptica, de águas geralmente tranqüilas. Um vale, largo e pouco profundo, limita a parte mais baixa da enseada; nas margens o Conde Figueira mandou plantar, recentemente, uma aléia muito larga de figueiras selvagens que, futuramente, constituirá aprazível lugar para passeios. Mais adiante, o terreno se acha coberto de árvores e principalmente de arbustos; vêem-se, aqui e ali, casas de campo; mais além, afinal, estendem-se vastos gramados cobertos de bosques, capões e filas de arbustos copados que desenham os contornos irregulares de grande número de sebes. A lagoa se estende obliquamente para o sul, orlada de colinas pouco elevadas; confunde-se no horizonte com as nuvens e ao longe avista-se um rochedo esbranquiçado que surge no meio das águas (atualmente conhecida como "Ilha do Presídio"). O panorama que se observa diante dos olhos, do lado noroeste, é mais aprazível e mais animado; alguma coisa de calmo que convida ao sonho.

Os edifícios construídos no topo da colina não apresentam, afora isso, outra beleza senão a de sua situação; pode-se mesmo afirmar que eles não estão à altura da importância da cidade e riqueza da Capitania.

O Palácio do Governador não passa de uma construção comum, de um só andar e nove varandas na frente. Internamente mal dividido, não possui uma peça onde se possa receber uma sociedade tão numerosa como a que se reuniria facilmente em Porto Alegre. O Palácio da Justiça é ainda muito mais mesquinho; só tem o pavimento térreo. A Igreja Paroquial, cujo acesso se faz por uma escadaria exterior, tem duas torres desiguais; é clara e bem ornamentada, com dois altares, além dos que se encontram na capela-mor; mas é muito pequena, pois contei apenas quarenta passos da capela-mor até a porta.

Os outros edifícios públicos de Porto Alegre são menos importantes do que esses que venho descrevendo. Além da igreja paroquial, vêem-se mais duas outra ainda não terminadas. Numa, contudo, celebram missa: a outra, ainda não coberta, está com sua construção paralisada. A Casa da Câmara não passa de um pavimento térreo (Casa Rosa). Um particular, desde que medianamente rico, não quereria habitá-la. Aqui, a cadeia não faz parte do edifício da Casa da Câmara. Há duas muito pequenas, localizadas à entrada da cidade. Na extremidade da Rua da Praia, duas construções vizinhas servem de armazéns para a marinha, de depósito de armas, e onde se instalaram, para as necessidades das tropas, oficinas de armeiro, carreiro e seleiro. Admirei a ordem, o arranjo; poderia mesmo dizer, a elegância, reinante na sala destinada às armas de reserva. Do lado da lagoa, onde esses prédios têm fachada, cada um apresenta uma espécie de corpo principal alongado, só de pavimento téreo e em cuja extremidade há um pavilhão de um andar. Entre os dois edifícios, há um espaço considerável a que corresponde, em plano mais elevado, a Igreja das Dores (imagens 1, 2), uma daquelas de que já falei. Defronte à igreja, além dos armazéns, e portanto, próximo à lagoa, vê-se uma coluna encimada por um globo, que indica ser a cidade sede de uma comarca (imagem). Diante dela construiu-se um duplo quebra-mar de pedra, destinado a servir de cais para dois armazéns. Esse conjunto formaria um belo efeito, se a igreja estivesse concluída, se o terreno existente entre ela e os dois armazéns tivesse sido nivelado e se estes, embora construídos sob o mesmo modelo, não apresentassem diferenças chocantes. Fora da cidade, sobre um dos pontos mais elevados da colina, onde ela se acha construída, iniciou-se a contrução de um hospital (Hospital Santa Casa), cujas proporções são tão grandes, que provavelmente não seja terminado tão cedo; mas a sua posição foi escolhida com rara felicidade, porque é bem arejado, bastante afastado da cidade, para evitar contágios; ao mesmo tempo, muito próximo para que os doentes fiquem ao alcance de socorro de qualquer espécie; se escolheram o lado noroeste da península para aí construírem a cidade, foi porque os navios só por este lado podem ancorar. Entretanto, há, também, casas no lado oposto da colina porém esparsas e mal alinhadas, entremeadas de terrenos baldios, na maior parte pequenas, mal construídas e quase todas habitadas por gente pobre. Desde que aqui me encontro, já contei cerca de vinte a vinte e cinco embarcações no porto, e asseguram-me que há, muitas vezes, até cinqüenta. Podem entrar no porto sumacas, brigues e embarcações de três mastros.

Situada à margem de uma lagoa, que se estende até o mar, podendo, ao mesmo tempo, comunicar-se com o interior por vários rios navegáveis, cuja foz fica diante de seu porto, a cidade de Porto Alegre deve, necessariamente, tornar-se em breve, rica e florescente. Fundada há cerca de cinqüenta anos, já conta uma população de dez a doze mil almas, e alguém, aí residente há dezessete anos, me informa que nesse espaço de tempo, ela aumentou em dois terços. Pode ser considerada como principal entreposto da Capitania, sobretudo das regiões que ficam ao noroeste. Os negociantes adquirem quase todas as mercadorias no Rio de Janeiro e as distribuem nos arredores da cidade; em troca exportam, principalmente, couros, trigo e carne seca; é também de Porto Alegre que saem todas as conservas exportadas da província. O rápido aumento da população fez com que os terrenos se tornassem mais valorizados aqui do que nas cidades do interior; poucas casas possuem jardins e muitas não têm sequer quintal; daí um grave inconveniente de atirarem à rua todo o lixo, tornando-as imundas. As encruzilhadas, os terrenos baldios e, principalmente, as margens da lagoa são entulhadas de sujeira; os habitantes só bebem água da lagoa e, continuamente, vêem-se negros encher seus cântaros no mesmo lugar em que outros acabam de lavar as mais emporcalhadas vasilhas.

Sobre a população de Porto Alegre já disse que se compõe, principalmente, de brancos, em geral, grandes, bem constituídos, de bela tez; acrescentei que as mulheres são muito claras, coradas e várias delas muito bonitas, não se furtam a conversar com homens, possuindo maneiras delicadas e um tom distinto. Aqui não há tanta vida social como nas cidades européias; porém há muito mais do que em outras cidades do Brasil.

São freqüentes as reuniões nas residências para saraus, e algumas senhoras tocam, com maestria o violão e o piano, instrumento este desconhecido no interior, por causa das dificuldades de seu transporte. É na Rua da Praia , próximo ao cais, que fica o mercado; nele vendem-se laranjas, amendoim, carne seca, pão, feixes de lenha e legumes, principalmente couve. Como no Rio de Janeiro, as vendedoras são negras; algumas vendem acocoradas junto à mercadoria; outras possuem barracas, dispostas desordenadamente. Vêem-se, também, em Porto Alegre, negros que mascateiam fazendas pelas ruas. Atualmente vendem muito o fruto da araucária, a que chamam pinhão, nome que se dá, na Europa, às sementes de pinheiro. Usam-no cozido ou ligeiramente assado, ao chá ou entre as refeições, sendo freqüente presentear com ele os amigos.

Porto Alegre, 26 de julho - Parece que seguirei amanhã com o conde para o Rio Grande. Levarei comigo somente José Mariano; Firmiano e Laruotte seguirão pela lagoa, com minha bagagem. Quanto ao negro Manoel, a quem eu pagava desde Curitiba, sem que me fosse de utilidade alguma, e do qual tenho suportado, com tamanha paciência, os excessivos melindres, resolveu deixar-me no justo momento em que podia prestar algum serviço, pois que devia conduzir, nesta viagem, duas mulas carregadas de malas. O único motivo que me alegou foi o de que desejava voltar à sua terra. Reduzi, por isso, minha bagagem a duas malas, que poderão ser levadas por um dos animais do conde, conduzido por um empregado de seu ajudante de campo. Esta viagem me contraria mais do que posso dizê-lo. Devemos ir muito depressa; chegaremos tarde e partiremos cedo; não gozarei de nenhuma liberdade; nada poderei fazer além deste diário.

Com o imprestável José Mariano, estarei à mercê de toda gente e não saberei o que será feito de minha bagagem. Afora isso, é preciso que eu deixe aqui quase toda minha bagagem com Laroutte e Firmiano, empregados, também, sem nenhuma experiência. Não sei quando poderão embarcar, sendo muito provável que eu me demore muito mais tempo no Rio Grande, à espera deles, desprevenido de tudo e sem saber que resolução tomar.

Porto Alegre, 27 de julho - Não partiremos hoje, como era esperado, porque choveu durante todo o dia; passa-se o tempo, nada faço e esta viagem se prolonga mais do que desejava.

11 marzo 2009

El gaucho Argentino




Aunque se la utilizó en todo el río de la Plata - y aún en Brasil - no existe absoluta certeza sobre el origen de la palabra gaucho. Es probable que el vocablo quichua huachu (huérfano, vagabundo) haya sido transformado por los colonizadores españoles utilizándose para llamar gauchos a los vagabundos y guachos a los huérfanos. También existe la hipótesis de que los criollos y mestizos comenzaron a pronunciar así (gaucho) la palabra chaucho, introducida por los españoles como una forma modificada del vocablo chaouch, que en árabe significa arreador de animales.
La denominación se aplicó generalmente al elemento criollo (hijos de españoles) o mestizo (hijos de españoles con indígenas), aunque sin sentido racial sino étnico ya que también fueron gauchos los hijos de los inmigrantes europeos, los negros y los mulatos que aceptaron su clase de vida.
El ambiente del gaucho fue la llanura que se extiende desde la Patagonia hasta los confines orientales de Argentina, llegando hasta el Estado de Rio Grande del Sur, en Brasil (gaúcho).
El proceso evolutivo del gaucho y el uso de esa palabra se desarrolló sin solución de continuidad. Distintos tipos de gaucho existieron en Argentina antes de 1810, es decir antes de ser conocidos con ese nombre. Peones de campo existieron desde que comenzaron a formarse las primeras estancias, aunque hayan sido pocas al principio. El tercer tipo - que luego se llamó gaucho alzado - existió en reducido número. Pero no fueron los primitivos peones ni los "fuera de la ley" quienes le dieron la característica suficientemente fuerte para llamar la atención.
Es indudable que el tipo de gaucho que tuvo realmente fisonomía peculiar - el primero que fue llamado así - fue el gaucho nómada, no delincuente, que estuvo implícito en el gauderío oriental del s. XVIII. Este gaucho fue algo más que un simple vagabundo. Adquirió en la Argentina, a lo largo del s. XIX rasgos propios bien definidos. Y cuando se difundió suficientemente - es decir, a medida que fue creciendo la población rural - fue llamado gaucho, como también se había llamado al paisano oriental del s. XVIII.
Hábiles jinetes y criadores de ganado, se caracterizaron por su destreza física, su altivez, su carácter reservado y melancólico.
Casi todas las faenas eran realizadas a caballo, animal que constituyó su mejor compañero y toda su riqueza. El lanzamiento del lazo, la doma y el rodeo de hacienda, las travesías, eran realizados por estos jinetes, que hacían del caballo su mejor instrumento; en el caballo criollo no sólo cumplía las faenas cotidianas sino que con él participó en las luchas por la independencia, inmortalizando su nombre con las centauras legiones de Güemes.
Fue el hombre de nuestro campo, principal escenario de su vida legendaria y real. De vida solitaria ya en grupos de tiendas, como las tribus nómades ya en racheríos aislados como en la pampa sureña.

Lição Bíblica




Marcos 1.14-28

14 Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus,
15 dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.
16 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu os irmãos Simão e André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores.
17 Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
18 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.
19 Pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes.
20 E logo os chamou. Deixando eles no barco a seu pai Zebedeu com os empregados, seguiram após Jesus.
21 Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ele ensinar na sinagoga.
22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
23 Não tardou que aparecesse na sinagoga um homem possesso de espírito imundo, o qual bradou:
24 Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!
25 Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai desse homem.
26 Então, o espírito imundo, agitando -o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele.
27 Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
28 Então, correu célere a fama de Jesus em todas as direções, por toda a circunvizinhança da Galiléia.

Assim que o Senhor Jesus aparece, o ministério de João chega a seu fim.

O reino de Deus está próximo, e o Rei em pessoa se acha em meio de Seu povo. E o que proclama se resume em dois mandamentos, os quais ainda hoje são atuais: "Arrependei-vos e crede no Evangelho!". O Senhor lê em cada coração a resposta dada a este urgente convite. Logo, aos que O ouvem e O recebem, Ele dirige um outro chamado, que é individual, um chamado para segui-LO e servi-LO. "Vinde após mim", Ele diz a quatro discípulos cujo coração Ele bem conhecia. "Então eles... imediatamente... o seguiram". Para que eles pudessem fazer isto, era-lhe indispensável - queremos frisar - este chamado. O homem não pode dizer, por sua conta, a Deus: "Entrego-me a Ti"; é o Senhor, que conhece todas as coisas, quem decide: "Eu te tomarei a Meu serviço".

Em Cafarnaum, o Senhor Jesus cura um homem possesso de um espírito imundo, presente até mesmo na sinagoga, prova característica do terrível estado de ruína no qual Israel havia caído. Desde o começo do ministério do Senhor o Seu poder estava em conflito com o poder de Satanás - ao qual por vezes até nem damos crédito -, mas que tem seus efeitos em nossos corpos assim como em nossas almas.

10 marzo 2009

El gaucho y su origen




Por volta de 1580, os cavalos abandonados na região do Prata em 1536 tinham se multiplicado aos milhares. Por volta de 1600 não podem ser mais contados em suas gigantescas manadas. Os Pampas do Rio Grande, Uruguai e Argentina estavam povoados de cavalos chimarrões (cimarrones/selvagens) e o povo que vivia nessa região unida pela semelhança ambiental se tornaria um povo cavaleiro.

A posterior introdução do gado, que por sua vez torna-se também abundante e chimarrão e também formando rebanhos que chegaram a atingir (somando Rio Grande, Uruguai e Argentina) 40.000.000 de cabeças, sedimenta esta cultura. Agora haverá gado solto e sem dono em abundância para ser caçado com o laço por aqueles que não querem outra vida com liberdade tão incomparável. O gado chimarrão é a base da alimentação e origem de produtos que serão comercializados e/ou contrabandeados (na época uma rebeldia contra os pesados impostos).

Mas na origem da formação do gaúcho deve ser lembrado, os índios pampeanos (nossos charruas e minuanos) que logo se adaptaram magnificamente ao cavalo (por volta de 1607). A miscigenação do europeu com o índio, fundindo a cultura ibérica com a americana. A escolha do abandono da civilização pelos mozos perdidos (homens que optaram pela vida no pampa sem fim) sendo o primeiro registro em 1617, já com chiripá, poncho e bota de garrão de potro (tendo esta indumentária uma evolução gradual e natural até por volta de 1865 (com a substituição do chiripá pela bombacha), tendo se estabilizado relativamente até agora.

Índios, mozos perdidos, vagabundos do campo (1642), changadores (1700) e gaudérios são seus antecessores e de origem e comportamento bem semelhantes. Em que momento começa a existência gaúcho? É impossível passar a faca sobre este variado mosaico e separar as partes que em muitos momentos se sobrepõe.

A palavra “gaúcho” entretanto só aparece em crônicas de viajantes na América do Sul por volta de 1770 ou um pouco antes. Demonstra uma nova adaptação ou melhor, culminação dos tipos anteriores. Normalmente quando um padrão está determinado é porque sua existência é bem anterior. O gaúcho aparece simultaneamente (isto é importante frisar) no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina.



O viajante francês Dreys (em observações entre 1817 e1825 aqui no Rio Grande) assegura: “Todos os exercícios de manejo e picaria dos mestres de equitação da Europa são familiares ao gaúcho, e alguns dos exercícios mais difíceis são mesmo entre eles divertimentos de crianças.”







Os hábitos dos antigos gaúchos, sejam alimentares, roupagem, aperos e arreios dos cavalos, forma de doma dos cavalos, forma de laçar ou bolear, maneira figurada de falar, palavras utilizadas e música, etc. passam a ser assimilados pelas novas ondas de colonização que sofreu o continente de São Pedro do Rio Grande do Sul com os açorianos em 1752. A cultura de fora se rende a cultura local e adapta-se, transforma-se ou desaparece.

Neste período, muitos gaúchos são Vaqueanos (que conhecem a região como um mapa impresso em sua cabeça nos seus mais mínimos detalhes) e guiam viajantes e exércitos pelo pampa. Outros tocam infindáveis tropas de gado por léguas sem fim, outros carreteiros transportam produtos cortando a região de todas as maneiras. Os antigos e primeiros gaúchos nômades (antes injustamente chamados de ladrões no período do gado cimarrão, dizemos injustamente pois se concordarmos com o epíteto, estaremos assumindo o lado do mais forte, pois na realidade havia um enfrentamento de forças pela posse de um produto sem dono: o gado) agora trabalham em fazendas sazonalmente (são talhados para este trabalho pois são exímios laçadores, boleadores, carneadores e artesões de produtos de couro necessários a montaria, são pouco exigentes e parecem se divertir no trabalho mais duro) e influenciam de forma espantosa os filhos dos colonos na campanha ou povoados por que passam. Os gaúchos influenciam o comportamento de toda região. Sessenta anos após a chegada dos açorianos, Saint-Hilaire anota em seu diário que seus descendentes não querem outro modo de vida para, as vezes, contrariedade dos pais. Todos querem ser como os gaúchos. Nota-se traços deste fato mesmo na rígida colônia alemã já em 1858, anotado por Avé-Lallemant (para Avé-Lallemant, esses alemães demonstram nos campo, traços de gaucharia, que se destaca no manejo do laço, condução da tropa e pelo modo de montar e destaca alemães aparecerem montados a cavalo, com elegantes ponchos listrados).

Quando o inglês Luccock esteve no Rio grande em 1808 (quase 200 anos atrás!), a região está no interior completamente acriollada (ou agauchada). Todos andam a cavalo na região, sejam índios, soldados, escravos, peões, estancieiros, comerciantes, viajantes ou crianças.

Logo todos serão unicamente povo: o gaúcho.



Um documento impressionante é o escrito pelo belga A . Baguet em 1845 em Viagem ao Rio Grande do Sul. Fala de crianças com poucos anos cavalgando sem sela a toda velocidade, na forma como montam colocando o pé descalço no joelho do cavalo; a provação dos ventos da pradaria; a lealdade nas guerras; o costume da hospitalidade mesmo entre os mais pobres; a confiança humana nos vaqueanos; os costumes principais como o do mate (e suas propriedades) e churrasco os quais descreve em detalhes; a exibição dos arreios com prata mesmo dos vaqueanos mais simples (como o seu próprio guia); o impacto da imagem do pampa; a habilidade do gaúcho nas boleadeiras e principalmente no cavalo. Menciona à exaustão com preciosas descrições a habilidade do gaúcho com o cavalo, o qual considera o melhor cavaleiro do mundo junto aos índios.

Vejamos algumas observações de Dreys (1817-1825) sobre os rio-grandenses: “Independente dessas armas comuns aos militares, o rio-grandense traz consigo duas armas auxiliares peculiares, que somente os homens desta parte da América sabem manejar com habilidade: queremos falar do laço e das boleadeiras.”

“Tem o rio-grandense contraído uma espécie de aliança com o cavalo, em virtude da qual é feito auxiliar indispensável da vida do homem, o cooperador assíduo de quase todos os seus movimentos. O rio-grandense folga em percorrer suas imensas planícies a cavalo.(...) A predileção que manifesta por seu cavalo não se contenta a admiti-lo como companheiro inseparável; ele se ocupa também em adorná-lo(...).”

“(...) as guerrilhas do Rio Grande empregadas contra o estrangeiro nessas guerras, adquiriram uma reputação de firmeza e de coragem que o inimigo não desconheceu. A coragem do rio-grandense é fria e perseverante(...).”





Fazendo um parêntesis, é bom lembrar que estes gaúchos (considerando além do Rio Grande, os gaúchos do Uruguai e Argentina) são a base utilizada na guerra em seus respectivos países, os quais lhes devem seja a independência, seja a manutenção das fronteiras (sem os gaúchos, basicamente rio-grandenses, Rosas, na Argentina, não teria caído por exemplo). No Brasil o caso é exemplar. Quem manteve as fronteiras ou lutou nas guerras foram deste estado. Pena que isto não seja lembrado nos livros de história.

Sobre a honra diria ainda Dreys: “Sua palavra (dos rio-grandenses) é inviolável”.





Vários comentaram sobre a hospitalidade do rio-grandense/gaúcho, entre os quais Arsène Isabelle (1833): “A hospitalidade é ainda, entre a maioria, uma virtude que se pratica com generosidade.”





No seu comportamento o gaúcho antigo e o acriollado trazem um respeito para quem os trata com respeito, tem uma base ética, mesmo que rudimentar; são impetuosos; são peleadores quando necessário; tem certa atração pela guerra desde que seja a cavalo (jamais à pé); atração pela montaria que se manifesta em enfeites muitos até de prata; tradição na indumentária e principalmente na forma de arreiar os cavalos.

A maneira de falar do gaúcho antigo chegou de forma impressionante até nossos dias. Mesmo nos maiores centros urbanos do estado, dezenas de palavras oriundas da lida campeira continuam sendo usadas com significado paralelo ao original (apesar de que a quase totalidade das pessoas que as utilizam desconheçam esta origem).

Chegaram até nossos dias também, a música, os payadores, a poesia gaúcha (culta sim, mas derivada do canto homens do campo do passado). Simões Lopes Neto no seu Cancioneiro Guasca, antologia da música popular gaúcha do passado nos mostra a atenção que os habitantes do interior tinham pelo gaúcho. Hoje ainda, muitas pessoas do interior, ligadas diretamente ou mesmo indiretamente ao campo, compõe música e fazem poesia, ou trovas a maneira ou lembrando a vida do gaúcho. Centenas de músicos de qualidade compõe letras e músicas campeiras (nem sempre com apoio da mídia local). Festas que lembram as habilidades do gaúcho (doma e laço principalmente) são atração sempre que acontecem, mesmo nas zonas mais metropolitanas. Pesquisadores como Paixão Côrtes e Barbosa Lessa conseguiram recuperar muito da dança gaúcha.

Chegou-nos também uma espécie de reminiscência da campanha e um sentimento de épico. Veneramos a planície.

A base do comportamento do gaúcho (seu ethos) de forma geral chegou até nós e nos influenciou, isto é um fato. Pelo menos até 20 ou 30 anos atrás. Entretanto, a massificação proporcionada pela televisão e globalização (além de um antigo preconceito local a influencia gaúcha) ameaçam esta antiga homogeneidade de povo. O “ser gaúcho”, ou seja, a manutenção de características mínimas que nos identifiquem, tais como gosto pela música nativa, pela literatura regional ou manutenção do comportamental básico (combatividade era uma das características) passa a ser visto por intelectuais (rio-grandenses, pasmem!) como “negativa” e atrasada. Estes intelectuais (com marcada visão etnocêntrica) não consideram que expressam seu modo urbano (ou globalizado?) de ver. Contraditoriamente, estes mesmos intelectuais, entretanto concordam que deve ser respeitada as culturas regionais de outros locais.

No mundo inteiro, incluindo sobremaneira Europa e Estados Unidos, festas regionais reforçam suas certezas sobre suas origens, como comportar-se frente a adversidade e planejar o futuro. Saberem quem são. Este é o sentido de conhecer-se o passado. Afinal “É tão grave esquecer-se no passado como esquecer o passado. Nos dois casos desaparece a possibilidade de história.”







Bibliografia básica consultada

AMARAL, ANSELMO F. As Origens do Gaúcho na Temática de Martin Fierro. Martins Livreiro Editor. Porto Alegre. 1988.


AVÉ-LALLEMANT, Robert. Viagem pela Província do Rio Grande do Sul (1858). São Paulo. E. Universidade de São Paulo, 1980.


ASSUNÇÃO, Fernando. O . El Gaucho, su espacio y su tiempo. Bolsilivros Arca. Montevideo. 1969.


BAGUET, A . Viagem ao Rio Grande do Sul. Editora Paraula. EDUNISC. Santa Cruz do Sul. 1997.


BRAZ, E. M. Manifesto Gaúcho. Martins Livreiro - Editor. Porto Alegre. 2000.


CEEE. História Ilustrada do Rio Grande do Sul. Já Editores. Porto Alegre. 1998.


CEZIMBRA JACQUES, João. Costumes do Rio Grande do Sul. Martins Livreiro. Porto Alegre. 1997.


CONDE D’EU. Viagem Militar ao Rio Grande do Sul (agosto-Setembro 1865). Companhia Editora Nacional. São Paulo. 1936.


DANTE DE MORAES, Carlos. Figuras e Ciclos da História Rio-grandense. Coleção Província. Editora Globo. Porto Alegre. 1959.


DREYS, Nicolau. Notícia Descritiva da Província de Rio Grande de São Pedro do Sul. Porto Alegre: Nova Dimensão, 1980.


DUMAS, Alexandre. Memórias de Garibaldi. L&PM Editores S/A. Porto Alegre. 1998.


FAGUDES, Antônio Augusto. Indumentária Gaúcha. Martins Livreiro Editor. 7ª edição. Porto Alegre. 1996.


FLORES, Hilda Agnes. Alemães na Guerra dos Farrapos. Coleção História. EDIPUCRS. Porto Alegre. 1995.


FLORES, Moacir. História do Rio Grande do Sul. Nova Dimensão . Porto Alegre. 1ª edição. 1988.


GOMES, Roberto. Crítica da Razão Tupiniquim. FTD. 1990.


GONÇALVES, Raul Annes. Mala de Garupa (costumes campeiros). Martins Livreiro Editor. Porto Alegre. 1984.


ISABELLE, Arsène. Viagem ao Rio da Prata e ao Rio Grande do Sul. Editora Zélio Valverde. Rio de Janeiro. 1949.


LESSA, Barbosa. Rio Grande do Sul, prazer em conhecê-lo. Editora Globo. 1984.

LOVE. Joseph L. O Regionalismo Gaúcho e as Origens da Revolução de 1930. Editora Perspectiva. São Paulo. 1975.


LUCCOCK, John. Notas sobre o Rio de Janeiro e partes meridionais do Brasil. Coleção Reconquista do Brasil. Vol.21. Editora da Universidade de São Paulo. São paulo. 1975.


REPÚN, Graciela. Los Cantos del Payador. Antologia de Poesia Gauchesca. Clásicos de Bolsillo. Longseller. Buenos Aires. 1999.


REVERBEL, Carlos. O Gaúcho. L&PM Pocket. Porto Alegre. 1997.


RODRIGUEZ MOLAS, Ricardo E. História Social del Gaucho/1. Biblioteca Básica Argentina. Centro Editor de América Latina S. A . Buenos Aires. 1994.


SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem ao Rio Grande do Sul. Martins Livreiro Editor. Porto Alegre. 1987.


SARMIENTO, Domingo Faustino. Facundo - Civilización y Barbarie. 2a ed. Buenos Aires, Colihue,. Col. Literaria LYC. 1983

09 marzo 2009

Los Gauchos o Gauderios




Más conocidos en nuestra historia como “Gauchos”. Lo hice en base al trabajo “Historia Social del Gaucho” de Ricardo Rodríguez Molas.

Los gauchos pertenecían a los sectores marginales de la sociedad de los siglos XVIII y XIX. Catalogados como vagos y malvivientes, hacían los trabajos rudos del campo que ningún hombre “decente” hubiera querido realizar. La clase dominante terrateniente tenía la propiedad de la tierra y el ganado, así que lo único que les quedaba a estos gauderios era trabajar mediante las vaquerías (una serie de incursiones en busca del ganado cimarrón o salvaje). Más tarde ante la caza indiscriminada de ganado, los terratenientes crearon las estancias para protegerlo de las incursiones vaqueras, pero no ofrecieron alternativas a sus trabajadores: solo a pocos tomaban como peones o trabajadores rurales (los que conseguían mantener en regla su papeleta de conchabo), mientras que los excluidos se volcaron al cuatrerismo (robo de ganado de otras estancias), o labores menores, como la venta de cueros y pieles en las pulperías (almacenes rurales) o a los mercaderes de ciudad. Con estas “changas”, más lo que podía ofrecer la naturaleza ellos podían sobrevivir.

Pero las leyes gubernamentales eran duras con los vagos y guachos (uno de los tantos términos existentes para designar a los gauderios) por lo cual eran perseguidos, y más si tenían antecedentes de haber escapado de la milicia. Precisamente, esta era una de las formas de control: mandar al gaucho al frente donde hubiera contienda (generalmente en zonas no colonizadas y en conflicto con los aborígenes). Otras formas: la prisión, los azotes, las penas de muerte, todas según un rígido control basado en las castas (evaluaban el castigo en función de la “pureza de sangre”, mientras más español eras más te salvabas de un fuerte castigo).

El gaucho no tenía nada que perder, vivía la vida en presente, y la razón de sus “vicios y su vagancia” como ser el alcohol, el juego, el sexo y las fiestas no correspondía a la tradición o las costumbres rígidas, sino al único modo de vida que la sociedad elitista le permitía tener, pero que paradójicamente condenaba. Entonces habría que pensar si la “cultura gauchesca” actual es la misma que la de esas personas. Humildemente al ver a sendos estancieros vestidos de gauchos y jactarse de las cosas del campo, lo único que veo es una fuerte contradición.

Para saber más de los mecanismos de control hacia los gauderios, te recomiendo la lectura del resumen de exposición. Allí encontrarás citas textuales de la bibliografía original que utilicé para exponer el tema.

Bibliografía:
Rodríguez Molas, Ricardo. E: Historia social del Gaucho, Centro Editor de América Latina, Buenos Aires, 1982.

08 marzo 2009

Antecedentes da Revolução Farroupilha


Na foto Joel e Paixão Côrtes-Rodeio CTG Cancela do Imigrante-Antônio Prado-RS


Difícil relacionamento com o Centro

Através da criação de gado e da produção de charque, o Rio Grande do Sul integrou-se à economia central de exportação de forma subsidiária, como abastecedor do mercado intemo. Com isso, o Rio Grande passava a possuir uma riqueza econômica, deixando de ser considedado apenas como ponto estratégico da defesa do contrabando no Prata.

Na verdade, estes foram processos que ocorreram interligados ao longo do século XVIII: de um lado, a apropriaçào econômica da terra, por parte de particulares, mediante o saque e a violência contra os espanhóis; de outro, a preocupação oficial lusa com o comércio platino, implicando disputas e controvérsias em torno da posse de Sacramento e das Missões.
Em face do permanente estado de alerta, mais contavam para a defesa da terra as forças irregulares da campanha gaúcha - os estancieiros com seus homens - do que propriamente as tropas de linha, sediadas em Sacramento ou em Rio Grande, reduto militar fundado pela Coroa em 1737.

Além dos sucessivos incidentes de tomada e retomada da Colônia do Sacramento pelos portugueses, o Rio Grande do Sul sofreu três invasões castelhanas em seu território, além de ser palco da chamada "Guerra Guaranítica", que envolveu tropas luso-castelhanas em um combate com os índios missioneiros, tentando obrigá-los a abandonar as reduçòes em obediência às disposições do Tratado de Madri. Assinado em 1750 entre as duas nações ibéricas, este tratado estabeiecia que as Missões passariam para o domínio português, ficando Sacramento com a Coroa espanhola, não chegando contudo a se efetivar a troca. Dentro deste contexto de verdadeiro acampamento militar a que ficara reduzido o Rio Grande, estabeleceu-se um modus vivendi entre a Coroa e os senhores locais. Além da terra que lhes era concedida, os estancieiros passaram a ocupar cargos de chefes e guardas da fronteira. Este poder dos senhores de terras, exer- cido na maior parte das vezes em defesa de seus interesses privados, entrava seguidamente em choque com a autoridade dos comandantes militares que representavam os interesses da Coroa no Rio Grande.

Se, por um lado, a economia gaúcha antes do fim do século não atingira ainda um grau de estabilidade e rendimento que desse respaldo ao poder dos senhores locais, por outro lado, a importância militar do estancieiro-soldado com suas tropas fez com que a Coroa permitisse uma certa autonomia do poder local em relação à administração lusa.
Desta forma, a apropriaçào econômica da terra foi acompanhando a apropriação militar: em cada nova àrea conquistada aos espanhóis, eram distribuídas sesmarias para a criação de gado. No final do século XVIII, o enriquecimento proporcionado pelo charque contribuiu para agravar os pontos de atrito existentes entre a camada senhorial local e os representantes da Coroa. Clãs familiares enriquecidos passaram a pressionar o govemo no sentido de obter cada vez mais poder e autoridade, usufruindo dos cargos em proveito da consolidação da sua riqueza.
Um exemplo dessa interferência foi a política de redistribuição de terras iniciada a partir de 1780, quando começou o processo de expropriação dos antigos proprietários, como os colonos açorianos ou mesmo detentores de sesmarias da primeira fase de expansão da fronteira, em funçào da nova elite enriquecida. Conforme depoimento da época, ocorreu uma verdadeira "febre" na corrida pelas sesmarias, registrando-se muitos abusos. Referia-se, em 1808, Manoel Antomio de Magalhães, no seu Almanack da Vila de Porto Alegre, à apropriação de terras no Rio Grande do Sul:

"Um homem que tinha a proteçào tirava uma sesmaria em seu nome, outra em nome do filho mais velho, outras em nome da filha e filho que ainda estavam no berço, e deste modo há casa de quatro e mais sesmarias: este pemicioso abuso parece se deveria evitar."

Na verdade, os agentes da Coroa no Rio Grande do Sul não eram os representantes dos fazendeiros nem os defensores dos seus interesses, mas o poder colonial, por razões niilitares, era obrigado a ceder às ambições dos chefes locais, dando-lhes terras, fazendo "vista grossa" aos abusos de poder que se registravam".
Paralelamente ao florescimento das charqueadas gaúchas, surgiram estabelecinientos similares no Prata - os saladeros - que passarani a disputar com o produto rio-grandense o abastecimento do mercado intemo brasileiro, além de controlarem o fornecimento para Cuba.

No final do século XVIII, o charque tomou-se o primeiro produto de exportação do Vice-Reinado do Prata e a base de sua economia, reorientando a criação de gado para fins niercantis.
As necessidades da economia pecuária e a defesa de sua produção foram levadas em conta pelas autoridades do Vice-Reinado, assim como as da própria Coroa espanhola. Desde 1778 vigorava o regime de livre comércio, o que permitiu aos saladeiristas, fazendeiros e comerciantes mantereni uma atividade de exportação em crescimento.
No mesmo intuito de beneficiar o setor de ponta da econoniia platina, foi concedida a isenção de direitos de importaçào sobre o sal de Cádiz (insumo fundamental para a produção do charque) e, pelas Reais Ordens de 10.4.1793 e 20.12.1892, estabeleceu-se a isenção dos direitos de exportação sobre as cames salgadas. Tais incentivos, concedidos pelas autoridades, acarretavam um menor custo de produção para os saladeiros platinos, permitindo que eles colocassem sua produção a um mais baixo preço nos mercados brasileiros.

O charque rio-grandense, no caso, nào era objeto de iguais medidas protecionistas ou de especial atenção das autoridades, uma vez que se tratava de uma economia subsidiária da economia central de exportaçào.

Entretanto, essas melhores condições de desenvolvimento do charque platino, sob amparo govemamental, foram anuladas, em face das perturbações políticas ocorridas na regiào no início do século XIX. De 1810 a 1820, o Prata esteve envolvido em guerras de independência, que determinaram a crise dos saladeros locais. Essas perturbações políticas na àrea, que iniciaram com a independência das Províncias Unidas do Rio da Prata em 1810, sob a hegemonia de Buenos Aires, prosseguiram em disputas internas entre as forças da chamada Banda Oriental (hoje República do Uruguai) contra a supremacia argentina e culminaram com as invasões das tropas de D. João no Prata. Em 1820, a Banda Oriental foi anexada ao Brasil com o nome de Província Cisplatina, o que terminou por desorganizar totalmente a produção saladeiril da região. O gado uruguaio foi então orientado para as charqueadas rio-grandenses, seus peões incorporados ao exército brasileiro e vàrios fazendeiros e militares sulinos estabeleceram-se com estâncias em território oriental.

Face, pois, a perturbações políticas ocorridas na região, o Rio Grande do Sul pôde suplantar seu concorrente no abastecimento de charque no mercado interno brasileiro.
O fortalecimento econômico dos pecuaristas rio grandenses tendeu a se expressar também no plano político-administrativo. Nos momentos finais do domínio colonial português no Brasil, começaram, assim, a surgir áreas de atrito cada vez maiores entre os representantes da Coroa na região e a camada senhorial sulina, enriquecida pela pecuária em ascensão.

Texto extraído do livro "A Revolução Farroupilha"
Sandra Jatahy Pesavento Editora Brasiliense

07 marzo 2009

Lição Bíblica




Marcos 1.1-13

1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2 Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho;
3 voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;
4 apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.
5 Saíam a ter com ele toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém; e, confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.
6 As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre.
7 E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias.
8 Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.
9 Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão.
10 Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele.
11 Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.
12 E logo o Espírito o impeliu para o deserto,
13 onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam.

O Evangelho segundo Marcos é o Evangelho que nos apresenta o Servo perfeito. Por isso não achamos nele o relato do nascimento do Senhor Jesus nem a Sua genealogia. Já que o que determina o valor de um servo são qualidades como a obediência, a fidelidade e a prontidão para servir. Mas desde a primeira frase Ele é descrito como o Filho de Deus, isso para que o leitor não se engane acerca da Pessoa cujo serviço humilde está para ser narrado; é acerca de um Escravo voluntário. Subsistindo em forma de Deus, o próprio Senhor Jesus assumiu a forma de um servo (ou escravo - Filipenses 2:6-7).

Precedido pelo testemunho de João, o Senhor logo começa o Seu ministério. Este primeiro capítulo caracteriza-se pelo freqüente uso de expressões como logo, imediatamente e no mesmo instante. O Senhor Jesus submete-Se ao batismo de arrependimento, apesar de ser "santo, inculpável, sem mácula" (Hebreus 7:26), assumindo um lugar no meio de pecadores arrependidos (2 Coríntios 5:21). Mas, para não ser confundido com eles, Deus faz ouvir desde os céus uma solene declaração acerca de Seu "santo Servo Jesus" (Atos 4:27, 30), uma declaração que precede o Seu ministério. Não é: "Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazerei", mas "em ti me comprazo".

Logo o Senhor Jesus é impelido pelo Espírito ao deserto para ali amarrar o Inimigo que nos mantinha na escravidão (3:27). Onde quer que tenhamos sido desencaminhados pelo pecado, é para lá que o amor e a obediência do Senhor Jesus a Deus O conduziu a fim de nos libertar.